sábado, 9 de janeiro de 2010

2010

imagem: Tszya

Então chega o Ano Novo, com suas promessas, balanços, perspectivas. 365 dias de ação para o imponderável. O ano novo não chega sem que eu pense no ano que passou, sem que eu reflita sobre o que fiz e, principalmente, sobre o que não fiz. Mas não pretendo falar de coisas sisudas nesse post. Pelo contrário, vamos partir do princípio da leveza.

2010 promete muito e eu fiz promessas a ele.

Embora sim, tenha me movimentado melhor, feito caminhadas no parque, equilibrado minha alimentação, deixei a yoga. Hum... Com dois filhos, sinto cada vez mais que preciso ter mais força física, um tônus melhor, resistência. Preciso me sentir mais saudável, com mais pique. Então, a promessa de ano novo é fazer pilates e não desistir.

Outra promessa, que fará minha familinha bem feliz é me esforçar para gostar de praia. Não vou colocar parque de diversões na lista porque acho que é muito sacrifício para um ano só. O fato é que, de fato, ir à praia para mim é uma garantia de um dia de péssimo humor. Eu vou pelas crianças, mas fico de cara amarrada. Bom, vou tentar melhorar minha relação com isso. Talvez não chegue a gostar, mas quem sabe eu encontre uma forma de que isso deixe de ser um tormento. Alguém pode me ajudar?

Depois de anos, estou deixando o cabelo crescer. Para 2010, cabeleira!!!

Infelizmente, em 2010 o projeto "vida sem empregada doméstica" vai ser abandonado. É possível com dois filhos viver sem essa profissional? Sim, é possível. Mas não é possível se você está trabalhando fora de casa.

Bom...

...é que em 2010 estarei trabalhando fora de casa num projeto muito bacana para o qual fui convidada. Um grande projeto, que está ainda sendo construído e que, por isso mesmo, é especial ao ponto de me fazer sair da minha zona de conforto.

imagem: Sweet dreams


Ah, em 2010 a meta é dormir melhor e mais cedo (coisa que nesse exato momento, meia noite e meia, definitivamente não estou fazendo).

E, finalmente, entre tantos objetivos e perspectivas para esse ano recém-nascido, um desejo muito, muito forte :

A chamo de Celestina, mas, oficialmente, é uma Trek Wasabi 3.0. Isso significa que em 2010 volto a ser ciclista (em grande estilo se for em companhia da mocinha aí, ulalá!).


* Update rápido dos filhotes: Theo foi à praia pela primeira vez e segunda-feira próxima começa no berçário. Nina, cada dia mais esperta, está (naturalmente) cada vez mais interessada em letras e palavras. Desconfio que ela se alfabetize ainda esse ano, embora eu e a escola dela não tenhamos isso como finalidade para esse ano. Aguardem fotinhos.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Boas festas!!



No fim da semana passada eu estava no carro com meu marido e filhos quando o farol fechou. No carro ao lado, uma senhora, dos seus 50 anos, cantava a plenos pulmões: E isso não impede que eu repita, é bonita, é bonita e é bonita! Não pude deixar de notar e de me contagiar com sua alegria. Dei para ela o meu melhor sorriso e ela retribuiu na mesma intensidade. Não sei o que motivava tanta felicidade, mas com certeza se espalhou para além dela mesma. Essa faísca
que, vejam só, ainda arde na minha memória depois de tantos dias, compartilho com você nesse festas de fim de ano, em que o costume é pensar à frente com esperança, votos de paz e uma crença firme numa possível felicidade que, sabemos, há que ser cotidiana e feita de momentos fugazes como esse.

Um grande beijo!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O calendário do advento e outras novidades



(ou "a contagem regressiva)

Como ela estava muito ansiosa pela chegada do Natal, resolvi fazer com ela um calendário do advento. Desde o dia primeiro, como podem ver, ela está em contagem regressiva. Foi bacana porque ela quis escrever os números e não esquece um só dia. Além de tudo, o calendário serviu também para marcar o dia da apresentação dela no balé e o aniversário do André, um dos amiguinhos da escola.

Hoje Theo completa 09 meses. Está espertíssimo. Já fala "mamãe" e tem experimentado outras sílabas. É danadinho. Quer andar a todo custo e percebo que às vezes se irrita por ainda não conseguir. Eu que achava Ninoca acelerada estou impressionada com esse rapazinho. Dia 11 de janeiro ele começa no berçário. Sempre dá aquele friozinho na barriga, mas acho que ele vai amadurecer muito ao desgrudar de mim um pouco.



A vida sem empregada segue. Uns dias mais cansativos, outros menos. Uns dias com tudo em ordem, uns dias com a bagunça achando que pode reinar. No geral, dou nota 8,5 pra gente. Consegui uma ótima diarista, a Margô, que além de fazer faxina e dar uma geral nas roupas ainda discute arte e literatura (juro!) sem falar que é de um alto astral maravilhoso. Estou aprendendo a usar luvinhas para lavar a louça e Ricardo passa um aspirador de pó como ninguém. Enfim, sem dramas.

Nesse Natal estaremos por aqui, na Pauliceia (sem acento, tenha dó!!!). Dia 28 viajamos para passar Ano Novo com minha família em Pernambuco. Nina tanto insistiu que conseguiu com que nós fôssemos. Tá vendo como acreditar e pensar em termos positivos dá certo? Precisamos aprender com as crianças hehehe...

[para saber mais sobre calendário do advento clique aqui, e aqui. Ah e não deixe de ver o lindo e inspirador calendário do Pipocando.]

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Nina Bailarina em...

...O Sítio do Picapau Amarelo

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Viver sem empregada é possível?

E mais, é possível viver sem empregada sem virar escravo da casa?

Desde que Nina tem 4 meses de idade até pouco mais de um mês atrás, Denise era um pouco de empregada, um pouco de babá, um pouco de cuidadora de todos nós, numa relação que acabou extrapolando os limites da relação entre
patrão e empregado.

Quando Theo nasceu as coisas ficaram momentaneamente meios estranhas, ao ponto (juro) de ela dar um piti por ter vindo trabalhar no sábado, a pedido meu, pois como minha bolsa havia rompido na noite anterior, mas bebê não nascera ela julgara ter sido feita de boba. "Se eu soubesse não tinha nem vindo", foi o que ela disse para uma plateia atônita e incrédula composta por mim, meu marido, minha mãe e a parteira. Não a demiti na hora porque minha energia estava focada no parto que estava por vir, porque fiquei sem reação e porque fui boba, mas vontade não me faltou horas depois, como não continuou faltando nas semanas subsequentes.

Finalmente partimos para uma conversa e acabamos nos entendendo.

Em junho, outro impasse. Eu tive um recital à noite e combinamos que ela ficaria com as crianças até que eu chegasse (claro, eu estava pagando por fora). Porém, mal eu saí da apresentação, meu celular tocou com ela irritada porque eu ainda não havia chegado. Enfim, no final de outubro a situação se repetiu e acabei me sentindo trabalhando para ela, servindo a ela, aos seus horários e necessidades, o que não deixa de ser uma verdade, afinal não é pouco o que se trabalha para se pagar o salário de uma empregada doméstica em São Paulo, na zona Oeste e, em geral (pelo que escuto de minhas amigas) o serviço que é prestado deixa sempre a desejar.

Veio a demissão, porque paciência tem limites e um dia você cansa de trabalhar para os empregados. Estou errada? Porém começou uma pequena via-crucis para nossa família. Em menos de um mês, duas empregadas. Cada uma delas com defeitos e virtudes, mas igualmente inadequadas para as nossas necessidades. A primeira nunca conseguia fazer o básico de uma casa que é forrar as camas (acreditem!) A segunda, comeu literalmente todo o leite em pó do bebê... Afe!

Então...

Então, sexta-feira passada, depois que a última me comunicou que não poderia mais ficar (e, posteriormente, de forma quase inexplicável quase me implorou para permanecer "pelo tempo que eu precisasse") decidi que não quero mais precisar desse tipo de profissional na minha vida, na minha casa, com a minha família. Os patrões tem muitos encargos, muitas responsabilidades com os empregados, mas a recíproca (na prática) não é verdadeira. Pensando nessas coisas e em outras mais, conversei rapidamente por telefone com Ricardo, que estava em Belém, e apoiada por ele resolvi experimentar.

Sem querer comparar, o que faríamos se morássemos na Europa ou nos EUA? Lá, empregadas e babás são o supra-sumo do luxo. Claro, o Estado de bem-estar social (que não é o caso do Brasil) provê uma estrutura de creches, escolas, jardins de infância públicos e, em geral, de qualidade. Assim é bem mais fácil não precisar de empregada. Mas, o fato é que se morássemos em qualquer desses lugares precisaríamos nos virar.

Sei que algumas coisas são mais difíceis para nossa família nesse quesito: Não tenho sogra e minha mãe mora há quatro horas de avião e três horas de estrada daqui. Theo é um bebê e Nina ainda é muito pequena. Meu marido viaja muito. Eu tenho escritório em casa... E mais quantas dificuldades que se possa querer ou imaginar. Porém acho também que temos algumas coisas que facilitam: Ricardo é muito participativo, Nina pode ser estimulada a participar da "brincadeira", o fato de trabalhar em casa tem seu lado bom...

Enfim, é um desafio. Não sei se dará certo. Não há como saber sem experimentar. Mas tomarei algumas providências, como um berçário de meio período para Theo (hoje comecei a visitar alguns), uma boa lava-louças, uma diarista (na verdade isso já tenho), um pouco de paciência, um tanto de tolerância e uma pitada de organização.

Sei que esse post parece um desabafo de uma dondoca estressada com a criadagem. Mas quem me conhece sabe que não é o caso. Pelo contrário. Sempre fui amiga, gente boa, flexível mesmo ao ponto de fazer vista grossa para algumas coisas. Por quê? Talvez porque eu (como muita gente) sinta uma culpa irremediável pela situação de injustiça social no Brasil e no mundo. Se lá, uma espécie de síndrome de Che Guevara ou algo que o valha. Mas confesso que cansei, cansei disso e não quero expor minhas crianças a pessoas que não conheço, que não sei quem são, que são bem pouco ou quase nada profissionais. Cansei de me matar de trabalhar para pagar um serviço e ser mal servida.


Pra terminar, prometo ir contando a vocês as respostas para as duas perguntas iniciais desse post. Enquanto isso, dicas, palavras de apoio, truques e coisas do tipo são muito bem-vindos. aliás, estou precisando, viu?



*Pra me inspirar estou acompanhando (quando dá) o blog Sem empregada, muito bacana, recomendo a quem estiver pensando em abolir empregada doméstica de sua vida.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Festa do Charlie, Lola e...Nina!



E então, Nina completou 4 anos e teve uma festa à altura. Primeiro ela decidiu que queria uma festa do Charlie e da Lola. Então, há mais ou menos dois meses comecei a preparar a decoração (nas madrugadas). Fiz alguns bonecos com papelão, papel colorset e tecido, flores de panos para a decoração da mesa, uma guirlanda de "feliz aniversário" e encomendei à Bel os bonecos de pano do Charlie e a Lotta (já tinhamos a Lola). 

Depois as pessoas, como sempre, foram se envolvendo. O padrinho Gigante descolou o local (a Coletivo Galeria), o avô Antonio fez as lembrancinhas (logo posto uma foto, ficaram fofas), a tia-prima Débora fez o bolo que ficou lindo e delicioso, o tio Pelé fez os cupecakes, o pai fez a mega-produçåo do evento com direito a balões de hélio, animadores e paperdolls... 

Enfim, uma festa do nosso jeito, com a nossa cara, com um monte de gente dando uma mãozinha, mas que ficou muitíssimo bem produzida (apesar das fotos que não ficaram lá essas coisas). Nossa, eu acho que eu trabalharia bem contente no ramo de festas personalizadas e fofas, modéstia bem à parte.

E ela ficou feliz da vida, especialmente porque os amigos da escola foram em peso e porque eu a deixei pintar o cabelo de cor-de-rosa - é fato que quando a festa começou metade da tinta já havia ido embora, mas a alegria dela, não.

Ela se divertiu, as crianças também (Theo, então, nem se fala) e os adultos também. Depois deixamos as crianças em casa e esticamos até as 3 da manhã, afinal era aniversário dos gêmeos((o pai dela e a Lu, minha cunhada). Ufa!!!

[detalhe]

[o convite, arte minha, dela e do pai dela]


Bom, no dia seguinte ela teve um febrão de quase 40 graus, mas isso já é outra história...

Quer ver mais fotos? Clique aqui.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Chá de bonecas


Hoje eu e Nina brincamos de chá de bonecas. Uma pequena produção com bisnaguinha com queijo, brigadeiros, docinhos de coco e suco de maracujá fazendo as vezes do chá.

Duas bonecas, a Dedê e a Vilminha, além de nós duas, estavam na festa.

Theo chegou quase no fim, mas gostou do líquido amarelo e adocicado servido numa xicrinha roxa.

Foi bacana porque lavamos loucinhas, preparamos a pequena mesa, cuidamos das gostosuras. Mas ainda porque por um momento fiquei da idade dela e, puxa, isso rejuvenesce corpo e alma.

Será que é magia?

Acho que sim, porque até esqueci que hoje mudei de empregada pela segunda vez em menos de um mês, esqueci que estou com um monte de coisa atrasada e esqueci que São Paulo é o novo Rio 40 graus...
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