quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Chá de bonecas


Hoje eu e Nina brincamos de chá de bonecas. Uma pequena produção com bisnaguinha com queijo, brigadeiros, docinhos de coco e suco de maracujá fazendo as vezes do chá.

Duas bonecas, a Dedê e a Vilminha, além de nós duas, estavam na festa.

Theo chegou quase no fim, mas gostou do líquido amarelo e adocicado servido numa xicrinha roxa.

Foi bacana porque lavamos loucinhas, preparamos a pequena mesa, cuidamos das gostosuras. Mas ainda porque por um momento fiquei da idade dela e, puxa, isso rejuvenesce corpo e alma.

Será que é magia?

Acho que sim, porque até esqueci que hoje mudei de empregada pela segunda vez em menos de um mês, esqueci que estou com um monte de coisa atrasada e esqueci que São Paulo é o novo Rio 40 graus...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Dia Mundial da Gentileza


Hoje, 13 de novembro, é o Dia Mundial da Gentileza. E dia de blogagem coletiva também. Quem convidou foi o blog (bacanérrimo) Crianças Pagãs.

Num mundo onde a bárbarie parece ser exaltada de todas as formas, precisamos, todos, especialmente os pais, propor valores que não podem ficar esquecidos no fundo da gaveta da memória.

A gentileza é um desses valores.

Mas o que é ser gentil?

Acredito que ser gentil é olhar para o outro com amor, independente de quem seja, de que cargo ocupe, de que roupa veste, se é nosso amigo ou não.

Assim, ser gentil se traduz em pequenos e grandes gestos. Um sorriso, um favor, uma palavra de apoio, a distribuição gratuita de simpatia nas menores coisas. Com o garçom, com o taxista, com o gari, com a amiga carente que repete pela milionésima vez a mesma história batida, com a velhinha tagarela do ônibus e... o mais importante e difícil, com as pessoas mais próximas, seu pai, sua mãe, seus irmãos, seu marido (ou esposa), seus filhos. Porque, às vezes, o cotidiano é o grande assassino da gentileza.

No balé que minha filha frequenta tem uma mãe que grita muito com a menininha dela. Com os outros, é uma seda, simpática, sorridente. Me pergunto: o que leva alguém a ser tão pouco gentil com uma criança e, ainda mais, com sua própria criança, aquela que se está educando?

História de vida, stress, sei lá. Sei é que é mais fácil gritar que ser gentil. É mais fácil gritar que educar para a solidariedade. Errar é bem mais fácil que acertar. E, olha, não estou julgando essa mãe. Às vezes até me pego me vendo nela.

Nós que somos responsáveis pelo futuro que mora nas nossas crianças devemos estar atentos ao quanto de gentileza, paciência e solidariedade ensinamos a elas. Nem sempre é fácil e tropeçar faz parte do processo. Porém, creio que quando temos bons propósitos e boas intenções aprendemos rápido a fazer dar certo.

Uma palavra de incentivo, um sorriso diante daquela "arte" que não merece uma bronca porque faz parte da infância, um pouquinho de paciência com as pequenas obsessões infantis (tipo só posso sair do banho depois que estourar todas as bolhas de sabão) são coisas muito difíceis, às vezes, de por em prática. Mas o exercício disso traz frutos saborosos. Uma alegria que se traduz na alegria de estar acertando.

Não esqueça também de ensinar que bom dia, por favor, com licença, desculpe, obrigado, aceita?, além de nunca (por favor, nunca) furar filas, não saem de moda e tornam o mundo mais habitável.

Você já praticou a gentileza hoje?

Um bom final de semana e não deixem de visitar

Crianças Pagãs - o blog gira em torno de discussões sobre a espiritualidade de famílias que não seguem os credos vigentes, mas que vivenciam seus próprios modos de alcançar o sagrado. Sua leitura pode ser um bom exercício de respeito ao diferente.
Gentileza gera Gentileza - ótimas dicas de como ser gentil no trânsito, no supermercado, no elevador e por aí vai.
Rio com Gentileza - para saber mais sobre o profeta Gentileza, que ensinou, nas paredes do Rio de Janeiro, que amor é palavra que liberta.
Ombudsmãe - blog que discute questões femininas, consumo consciente e criação de filhos.


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Momento mulherzinha - ou a sopa


Adoro programas de culinária. Não porque cozinhe exatamente bem, mas porque acho que cozinha é lugar de invenção e gosto de inventar saladas e pratos rápidos, leves, saudáveis. Geralmente, quando tenho tempo de assistir a um desses programas, saio (digamos) "inspirada". Gosto muito da cozinha aromática do Jamie Oliver e da praticidade generosa (e às vezes caloricamente incorreta) da Nigella Lawson.

Pois bem, estava hoje assistindo ao programa do Jamie Oliver sobre abóboras.

Hum... Amo abóbora!

Daí, corri pra cozinha e inventei uma sopa de abobrinha que, modéstia bem à parte, ficou deliciosa.

Quer anotar a receita? A criançada daqui de casa aprovou!

Sopa de abobrinha da Mimi*

1/2 abobrinha com a casca (lavada)
1 cenoura
alguns talos de erva doce
1/2 cebola
1 dente de alho ralado
100 gramas de frango em cubos
azeite extravirgem
sal temperado a gosto (sal batido no pilão com ervas de provence, óregano e uma mini-pitadinha de curry)
pétalas de calêndula

Modo de preparo
Refogue os legumes, a cebola, o alho e o frango no azeite. Acrescente o sal. Coloque cerca de 1 litro de água (depende do modo que você queira, mas rala ou mais espessa) e leve para cozinhar na panela de pressão por uns 10 minutos. Depois, passe no liquidificador.

Sirva com pétalas de calêndula e croutons (fiz com pão de grãos, um fio de azeite e uma pitada de manjericão).

A sopa ficou leve e bacana para tempos de calor, como esse. Desconfio que fique ótima para servir gelada.


*Mimi é como Nina tem me chamado ultimamente.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pequeno diário das coisas que não escrevi

Muitas coisas aconteceram esse ano e muitas nem coloquei aqui. Por esquecimento, pela correria, por falta de um tempo preciso pra escrever tudo o que eu gostaria por aqui.

De Nina, teve uma passagem muito boa, na época da Semana Santa que sempre lembro, mas esqueci de contar no tempo certo: Mamãe você sabe que Deus nasceu, depois morreu e na páscoa ele virou chocolate? Hilário, mas não deixa de ter um fundo de verdade e ironia. Afinal, não é essa a mensagem da mídia?

Enfim...

Nesse semestre muitas coisas foram marcantes para ela.

Uma delas foi a visita de Tarsila, amiguinha dela, filha de Clayton e Alessandra que na mesma época em que mudamos de São Paulo pra Recife, também mudaram pra lá e que, mês passado passaram alguns dias conosco aqui em casa. Nossa! O quanto brincaram, como foi divertido e como foi um grande aprendizado em relação à convivência e respeito mútuo.

Ela foi muito ao cinema e ao teatro, mas, sem dúvida, na avaliação dela das peças Charlie e Lola foi a melhor e Cocoricó, sem graça. Nossa, que crítica feroz!

Outro fato marcante foi a primeira vez em que ela assistiu a uma apresentação de balé. Fomos há duas semanas ver o espetáculo Passanoite, da Companhia São Paulo e a levamos. Tinhamos certeza de que ela dormiria. Qual o quê! Ficou acordadíssima e ainda é assunto aqui em casa. Foi um programa longo pra uma criança, mas ela tirou de letra. Foram três coreografias, duas de dança contemporânea e uma mais clássica. Ela adorou todas. O programa está lá no quarto dela, junto com os livrinhos infantis.

Há alguns dias nasceu o primeiro dentinho de Theo e ele já engatinha por todos os cantos da casa. Atrevido, ele não pode encontrar um apoio que logo já fica de pé. Se diverte a valer com a irmã, gargalha com as gracinhas que ela faz para ele. Tão bonitinhos brincando juntos!!! No calor que tem feito em São Paulo, tenho colocado os dois para tomar banho juntos. É uma farra!





1. Ela e Tarsila, construtoras.
2. Na mostra cultural da escola, sábado passado.
3.Na mostra, se divertindo com o padrinho.
4.Theo e o bife.
5.Nós dois vendo a apresentação de Nina durante a mostra.



domingo, 1 de novembro de 2009

Receita para uma supergirl

Primeiro, seja amiga do tempo. Otimize-o.

Para isso, estabeleça prioridades.

Não prioridades rígidas, inflexíveis.

Prioridades móveis, que se moldam às necessidades daquele justo momento.

E apesar de se fazer amiga dele, não hesite em roubar tempo.

Por exemplo, no dia em que a prioridade é o trabalho, roube do trabalho um tempo pra seus filhos, roube dos seus filhos um tempo para o amor, roube do amor, um tempo pra leitura, roube da leitura um tempo pra você, roube de você um tempo pra sua casa.

O importante é ter a medida certa. Não roubar demais de um para cobrir o outro.

O importante é ter um tanto de equilíbrio para fazer suas escolhas e um tanto de loucura para mudar todas as rotas.

Mas é importante lembrar que ao lado de uma supergirl sempre deve haver parceiros e parceiras bacanas porque ninguém se faz sozinho. Devem ser seus parceiros todos que te cercam, seu marido, a empregada, teus filhos pequenos, teus amigos. Todos com quem você pode contar. E para contar, envolva-os. Seduza-os. Não tente fazer tudo sozinha. É impossível.

É importante lembrar que a supergirl também cansa, se chateia, fica (de vez em quando) de mal consigo, com suas escolhas, com o mundo.

É importante lembrar que a identidade secreta de qualquer super-herói esconde alguém bem comum, com seus medos, vacilos, fantasias.


E acima de tudo é importante lembrar que os momentos supergirl não são permanentes, e nem devem ser. Porque é nisso que reside toda a graça, em não se cobrar demais e levar a vida com a certeza de que no fim tudo vai dar certo.


[o aprendizado disso me custou algumas lágrimas em uma depressão que se manifestou numa crise de administração de tempo. Nunca falei dela aqui no blog porque nunca me dei esse espaço aqui, por irônico que pareça. Antes de ser mãe, eu era a senhora do tempo. Depois, tudo ficou embaralhado no meio de campo e passei um tempo sem saber como agir, como dosar tempo para cada coisa em que eu era exigida. No meio disso tudo ficava a pergunta: quem sou eu agora? Isso durou mais ou menos um ano, entre 2007 e comecinho de 2008. Foi duro, foi difícil para quem estava próximo, foi muito difícil para mim que sempre quis dar conta de tudo sem precisar de ninguém. Mas resisti. Me reaprendi, me reinventei. Então, depois de tudo e fazendo um balanço das minhas conquistas no último ano, acho mesmo que estou com essa bola toda].

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A supergirl, eu?

Bem que eu queria ter esse abdômem, com músculos de menos nos braços e menos tons de loiro nos cabelos. Mas embora eu e a moça aí em cima não sejamos em nada parecidas, o fato é que também tenho minhas temporadas de "super".

E estou quase saindo de uma delas.

Agenda lotada, alguns voos perdidos e muito trabalho por fazer deram a tônica das minhas últimas semanas. Ainda não terminou (e não termina nunca, eu sei), mas o corre-corre talvez explique o meu sumiço por aqui. Mãe full-time (ou quase, especialmente depois que pedi demissão), muitos compromissos com a literatura (o último nem postei, foi um recital no metrô Vila Madalena, na abertura de um projeto do governo de poesia nas estações), mais entrevista pra TV , beijo roubado entre um e outro compromisso ou entre um e outro filho e etc, etc.

Enfim, com a autoestima nas alturas, ando mesmo me achando "super". E isso é importante, não é? Ser mãe de dois é dureza, é muita exigência em todos os planos, então fazer bem as coisas de que você gosta, deletar o que faz mal e no meio de tudo ainda se sentir revigorada porque o corpo não ficou abandonado e as metas de exercício físico estão sendo cumpridas quase que religiosamente, é um orgulho.

Bem tudo isso é pra dizer que apesar de todos os quases (e não tem jeito, tudo acaba sendo "apenas" quase, quase perfeito) estou mesmo orgulhosa de mim.

Orgulhosa de ter terminado dois livros esse ano;
orgulhosa da minha família;
orgulhosa dos trabalhos que estou realizando;
orgulhosa (e muito) de ter pedido demissão de novo;
orgulhosa de ser eu.

Ufa! Claro que no meio disso tudo tem uns farelos de frustração, decepção, algum cansaço, desencontros. Mas quer saber, não estou nem aí pra tempo que ameaça nublar.

Ando mesmo é me achando poderosa. E por enquanto, isso me basta.

(hoje Theo completa 7 meses e Nina vai a uma festa de aniversário com a turma da escola)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Pê de Pai

para o meu pai, para Ricardo, pai dos meus filhos, para os meus amigos que são pais...

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