Primeiro, seja amiga do tempo. Otimize-o.
Para isso, estabeleça prioridades.
Não prioridades rígidas, inflexíveis.
Prioridades móveis, que se moldam às necessidades daquele justo momento.
E apesar de se fazer amiga dele, não hesite em roubar tempo.
Por exemplo, no dia em que a prioridade é o trabalho, roube do trabalho um tempo pra seus filhos, roube dos seus filhos um tempo para o amor, roube do amor, um tempo pra leitura, roube da leitura um tempo pra você, roube de você um tempo pra sua casa.
O importante é ter a medida certa. Não roubar demais de um para cobrir o outro.
O importante é ter um tanto de equilíbrio para fazer suas escolhas e um tanto de loucura para mudar todas as rotas.
Mas é importante lembrar que ao lado de uma supergirl sempre deve haver parceiros e parceiras bacanas porque ninguém se faz sozinho. Devem ser seus parceiros todos que te cercam, seu marido, a empregada, teus filhos pequenos, teus amigos. Todos com quem você pode contar. E para contar, envolva-os. Seduza-os. Não tente fazer tudo sozinha. É impossível.
É importante lembrar que a supergirl também cansa, se chateia, fica (de vez em quando) de mal consigo, com suas escolhas, com o mundo.
É importante lembrar que a identidade secreta de qualquer super-herói esconde alguém bem comum, com seus medos, vacilos, fantasias.
E acima de tudo é importante lembrar que os momentos supergirl não são permanentes, e nem devem ser. Porque é nisso que reside toda a graça, em não se cobrar demais e levar a vida com a certeza de que no fim tudo vai dar certo.
[o aprendizado disso me custou algumas lágrimas em uma depressão que se manifestou numa crise de administração de tempo. Nunca falei dela aqui no blog porque nunca me dei esse espaço aqui, por irônico que pareça. Antes de ser mãe, eu era a senhora do tempo. Depois, tudo ficou embaralhado no meio de campo e passei um tempo sem saber como agir, como dosar tempo para cada coisa em que eu era exigida. No meio disso tudo ficava a pergunta: quem sou eu agora? Isso durou mais ou menos um ano, entre 2007 e comecinho de 2008. Foi duro, foi difícil para quem estava próximo, foi muito difícil para mim que sempre quis dar conta de tudo sem precisar de ninguém. Mas resisti. Me reaprendi, me reinventei. Então, depois de tudo e fazendo um balanço das minhas conquistas no último ano, acho mesmo que estou com essa bola toda].
domingo, 1 de novembro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
A supergirl, eu?
Bem que eu queria ter esse abdômem, com músculos de menos nos braços e menos tons de loiro nos cabelos. Mas embora eu e a moça aí em cima não sejamos em nada parecidas, o fato é que também tenho minhas temporadas de "super".E estou quase saindo de uma delas.
Agenda lotada, alguns voos perdidos e muito trabalho por fazer deram a tônica das minhas últimas semanas. Ainda não terminou (e não termina nunca, eu sei), mas o corre-corre talvez explique o meu sumiço por aqui. Mãe full-time (ou quase, especialmente depois que pedi demissão), muitos compromissos com a literatura (o último nem postei, foi um recital no metrô Vila Madalena, na abertura de um projeto do governo de poesia nas estações), mais entrevista pra TV , beijo roubado entre um e outro compromisso ou entre um e outro filho e etc, etc.
Enfim, com a autoestima nas alturas, ando mesmo me achando "super". E isso é importante, não é? Ser mãe de dois é dureza, é muita exigência em todos os planos, então fazer bem as coisas de que você gosta, deletar o que faz mal e no meio de tudo ainda se sentir revigorada porque o corpo não ficou abandonado e as metas de exercício físico estão sendo cumpridas quase que religiosamente, é um orgulho.
Bem tudo isso é pra dizer que apesar de todos os quases (e não tem jeito, tudo acaba sendo "apenas" quase, quase perfeito) estou mesmo orgulhosa de mim.
Orgulhosa de ter terminado dois livros esse ano;
orgulhosa da minha família;
orgulhosa dos trabalhos que estou realizando;
orgulhosa (e muito) de ter pedido demissão de novo;
orgulhosa de ser eu.
Ufa! Claro que no meio disso tudo tem uns farelos de frustração, decepção, algum cansaço, desencontros. Mas quer saber, não estou nem aí pra tempo que ameaça nublar.
Ando mesmo é me achando poderosa. E por enquanto, isso me basta.
(hoje Theo completa 7 meses e Nina vai a uma festa de aniversário com a turma da escola)
Marcadores:
calcinha cor-de-rosa,
empoderamento,
mulheres,
vida de mãe
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Pê de Pai
para o meu pai, para Ricardo, pai dos meus filhos, para os meus amigos que são pais...

Pe de Pai
View more presentations from Toni Arnaut.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Revista Continuum para crianças
A edição de setembro-outubro da revista Continuum, do Itaú Cultura, foi feita especialmente para as crianças. E a versão online acabou virando um site super-legal, com jogos, brincadeiras e muito mais.
Eu estou lá, no jogo Detetive.
Diversão inteligente na telinha do micro. Vale a pena conferir, de preferência ao lado de alguma criança.
Para acessar clique em Continuum Criança.
Eu estou lá, no jogo Detetive.
Diversão inteligente na telinha do micro. Vale a pena conferir, de preferência ao lado de alguma criança.
Para acessar clique em Continuum Criança.
Marcadores:
brinquedinho virtual,
dia das crianças
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
A primavera chegou...


...E Theo completou seis meses e Nina, dia após dia, amadurece mais.
Eu, como sempre, fazendo mil coisas ao mesmo tempo, razão do meu sumiço. Muito trabalho, muitas demandas na vida, muito tudo.
Sim, fico cansada.
Mas não consigo ser de outra forma.
Terminei de escrever um livro. Na verdade foram dois livros esse ano. O de poemas, que deve ser publicado ano que vem (já está na editora) e o outro, o romance. Foi esse romance que terminei de escrever. Sobre a vida que ele terá a partir de agora, nada sei. Sei é que, depois de tanto tempo, tenho a sensação boa de colocar um ponto final numa história. Agora é esperar pelas cenas dos próximos capítulos...
Voltemos às crianças.
Theo já fica pelo chão e começa a querer engatinhar. Empina o bumbum, se sustenta nos braços, mas ainda não sabe engatar a primeira marcha. Sempre o colocamos em local protegido, o que não impediu que batesse a cabeça no chão por duas ou três vezes. É muito risonho e como disse Alessandra, uma amiga que o conheceu essa semana, ele "ri com os olhos". É encantado por Frida e eu brinco que quem garante a vaga dela nessa casa são as crianças.
Nina essa semana me perguntou como eu e o pai dela nos conhecemos. A pergunta me espantou. Mas é assim agora, ela se sai com perguntas cada vez mais "existenciais". Ela, a cada dia, está mais "menina" e menos bebê. Há dois dias me mostrou que sabe escrever seu nome de um jeito melhor. Não são mais garranchinhos, já existe uma "assinatura". Sim, cada fase tem seu encantamento próprio.
Alguns desafios se impõem na educação deles. Desafios que começam na gente, é preciso que se diga.
Para Theo o desafio é educá-lo para dormir no seu quarto durante a noite. Sim, é uma "deseducação" nossa. Mas não temos muito pique de começar essa empreitada e vamos meio que deixando para uma "semana que vem" que nunca chega. O mesmo acontece com Nina, que dorme na sua cama somente parte da noite. Na madrugada passada a levei de volta ao quarto por duas vezes e assim mesmo acordamos com ela na cama.
O maior desafio com Nina é não deixar que se renda com tanta intensidade aos encantos dos monitores (TV, PS2, computador). Mas aí o desafio começa na gente também. Somos uma geração conectada e eu trabalho com isso, daí não tenho muito como fugir da tela do computador. Por isso ela está no balé e já pensamos em outras atividades para o ano que vem. Tomara que possamos fazer toda grana que essas coisas exigem!
Enfim, a primavera chegou e meu jardim floresce.
Marcadores:
coisas de ninoca,
coisas de Theo,
família,
filhos,
vida de mãe
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
um bom feriadão...
... ao som de Bridges and Balloons, do The Decemberists, a mais nova música da minha vida, que me chegou via Laura. Thanks, Laura e Daniel!
Assinar:
Postagens (Atom)

