Ontem fomos a um aniversário de um amiguinho da Nina, que é filho de uma pessoa fofa, super-querida.Não sei se preciso dizer, mas enfim, já digo, que não curto nada aniversários em buffets, mas vá lá, o menino queria muito e os pais fizeram e a criançada amou ( e amam sempre, não é, essas festas pré-fabricadas, enfim...).
Chegou a hora do parabéns e as crianças se amontoaram na frente da mesa. Crianças agitadas, mexendo na decoração, quase derrubando a mesa. Alertei a minha filha de primeira: não mexe e não encosta na mesa, por favor. Uma amiga que estava ao lado fez o mesmo. No entanto boa parte das outras crianças, pequena horda de pequenos piratas, só pensava em saquear a bendita mesa. Não, não era nada de roubar os doces (que acho super-válido, afinal são crianças) mas de mexer na decoração, de empurrar os bonecos, de tirá-los do lugar. Os monitores tentavam contê-los, sem sucesso. Minha amiga comentou: vão derrubar a mesa. E por duas vezes vi a mesa oscilando. Daí um menino de uns 7 ou 8 anos finalmente arranca parte do tule que decora a mesa e começa a provocar os outros e sem mais nem menos começa um cabo de guerra com o tal tule. Ele e mais uns cinco meninos. Os adultos ao redor olham e não fazem absolutamente NADA. Escuto uma mãe falar pra apressarem a mãe do aniversariante antes que derrubem tudo.
Então não me contive. Fui até os pequenos gladiadores, pedi licença e peguei o tule de volta. Ao fazer isso, escuto a mãe do tal menino dizer: Entrega, filho, pra moça, ela tá pedindo.
Oi?
A vontade que tive foi virar e perguntar: Ei, você estava aí o tempo inteiro de braços cruzados e foi incapaz de controlar seu filho e de ensiná-lo um mínimo de civilidade e respeito?
Não disse. Apenas coloquei o tule de volta na mesa e rezei para que essa mãe (assim como as dos outros, caso estivessem vendo o mau comportamento dos filhos) reflita um pouco sobre o que significa dar limites a uma criança.
A criança não tem culpa de não aprender coisas básicas como educação, respeito, civilidade, tolerância. Cabe aos pais passar esses valores. A criança não tem culpa de ter um comportamento deplorável se tem pais que não o educam. Mas esses pais, ai meu Deus, que preguiça! Que raiva!
Assinar:
Postar comentários (Atom)

3 comentários:
Ai, Mimi, parece o mal da sociedade moderna: pais alienados, passivos, negligentes. Preguiça é a palavra que eu usaria também para defini-los... (rs)
Beijos
Mi, gostei tanto que a publiquei no meu blog, direto do seu.
Sem comentários, né!?
Sinto me tirana com a Tarsila, que volta e meia chamo a atenção para que preste atenção no seu próprio espaço e no espaço dos outros...
Mas meu coração diz que primar por isso é uma questão ímpar.
beijo grande
É sim Renatinha. E acho que mais tarde nossos filhos vnao reconhecer, porque educação é tudo, não é?
Postar um comentário