quarta-feira, 10 de agosto de 2011
A TV, a publicidade e as crianças
Do modo que é possível tento fazer a coisa certa. Tento fazer com que meus filhos comam bem, durmam na hora, sejam educados e gentis, brinquem, vivam cada fase. Educo-os para o bem, para a solidariedade, para a tolerância. Educo-os para que suas relações sejam pautadas pelo ser e não pelo ter. Tento, na medida do possível regular a TV e o que eles assistem. Considero não só prejudicial, mas pernicioso, o bombardeio de informação ao qual as crianças são submetidas pela mídia e pela publicidade. No entanto, me sinto desanimada às vezes.
Tenho TV em casa, mas a TV não é o centro das nossas vidas, do nosso cotidiano e entre brincar e assistir TV meus filhos preferem brincar. Porém o pouco que eles assistem causa um efeito tão ruim que às vezes penso em chutar o pau da barraca e mandar a TV pelos ares.
Meu filho mais novo, tão pequeno, tão mais influenciável que sua irmã, ultimamente só fala em "comprar": "Você compra o carrinho gigante que anda de verdade? Você compra isso? Você compra aquilo?". MInha resposta é dura e invariavelmente é "Não, não compro. Você tem muitos brinquedos não precisa de mais um".
E fico irritada com a legislação brasileira que desprotege nossas crianças dessa publicidade voraz, formadora de consumidores também vorazes.
Minha filha mais velha, de quase 6 anos, outro dia fez questão de me mostrar uma propaganda até o fim. O approach da propaganda de salgadinhos é que agora eles são feitos sem gorduras trans e por isso são mais saudáveis. Ela estava acreditando nisso.
Não vou proibir a TV em casa porque preciso formar cidadãos críticos e conscientes, desse modo nada melhor do que rebater esse mundo falso e ruim do que expondo às crianças suas mentiras e fraquezas, mas confesso que me desanima o quão a publicidade é insidiosa e o quanto as propagandas ferem as suscetibilidades das crianças.
É uma guerra, não tenho dúvidas.
Assim, se o acesso à TV já era controlado em minha casa, ultimamente está ainda mais. E o Discovery Kids e côngeneres com seus mil e um comerciais fazem parte da minha lista negra. TV Cultura e Futura ainda são as melhores opções, acho.
Boa opção mesmo seria uma legislação que amparasse as crianças em todos os níveis e não se rendesse às necessidades do mercado, assim você faria sua parte em casa sabendo que o Estado também está fazendo a sua parte.
E vocês, outras mães, quais suas armas de combate?
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2 comentários:
Aqui em casa não assistimos aos programas da televisão, e como não estamos no Brasil não temos que nos preocupar com a propaganda pois embora ela exista não é sem regulamentação como no Brasil. Mas mesmo assim o espírito do consumidor voraz já instalou-se e meus filhos sempre que veem um brinquedo dos amigos dizem que querem igual e talz. Pessoalmente acho muito chato essa vida de ter que ficar explicando que não podemos comprar tudo que vemos e que presentes só no aniversário e no Natal.
Eu regulo a televisão aqui e eles só tem acesso aos filmes que eu escolho e compro em DVD. Então muito do que as crianças da idade dos meus filhos já consomem avidamente são completos desconhecidos aqui em casa.
E é como voce disse é uma guerra e nós os pais somos sempre os estraga prazeres.
Mimi, não tenho filhos, mas observo os pais que estão ao meu redor, e de fato, está difícil criar filho nesta época. É consumismo, erotização da criança, bullying... Chega a desanimar mesmo. Mas concordo com vc, a gente precisa combater e conversar, mas não proibir, pois o proibido só passa a mensagem do não, e não de que é ruim.
Beijos
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